terça-feira, 28 de setembro de 2010

Riacho Correndo



Letra e Melodia: INÁCIO LOIOLA

Um Riacho na Beira do Mato

Uma Casinha na Serra iá iá

Um Amor e Um Abraço

Um Riacho na Beira no Mato

Uma Casinha na Serra iá iá

Um Amor e Um Abraço

Eh Riacho Correndo

E Sumindo Dirá

No Encontro das Águas

Êta Festa pro Mar

Eh Riacho Correndo

Choveu Com Certeza

Tanto Pingo D’água

Virou Correnteza

Quem me Dera Que eu Fosse

Um Riacho Correndo

E Você Leito Doce

Dia Amanhecendo

E Você Leito Doce

Dia Amanhecendo

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

COISA BOA É TER COLINHO


E você está cheio de saudades
E repleto de vontades
Um tempêro caseiro
o cheiro bom do seu travesseiro
Aquela manchinha na mesma camisa
o cabelo branco do meu velho só clareando mais e mais
de experiência quase transborda a brancura das núvens
e ela
Minha velha com a mesma intenção sempre boa
E mesma alegria do sorriso mais que imenso, mais que mulher, mais que mãe, muito mais!
Sempre perfeito
Sempre perfeita
o mesmo macio do colo
e a mesma mãozinha ainda mais macia

Ele abraça com a fotaleza dos dragões, proteção
Ela abraça com a doçura dos bombons, proteção


"-Deixa de ser bobo, cê sabe né filho, sua cama vai estar sempre lá!"
"-Precisa ter vegonha de voltar não, casa da gente é sempre, bobagem é essa?"
- Ahan papai, tá bom mamãe...vão com Deus viu...mês que vem tô lá de novo, se Deus quiser!"

E o carro rumou de volta pra casa, já consigo sentir o cheiro de café novo e do quintal de meus primeiros: passos, carrinho na areia subindo e descendo montanhas, estilingue na passarinhada, pé sujo de terra, comida na hora!


COISA BOA É TER COLINHO

domingo, 19 de setembro de 2010

Ah, Bonitinho Vai...



Meu Anjo Sim

Palavra Cantada

Composição: Sandra Peres/Zé Tatit

Não sei se tu tens um anjo
Que eu tenho um anjo sim
Meu anjo é um pequenino
Que agora vai dormir

Dorme meu anjo lindo
Meu menino serafim
Que o sono vem vindo
Pra levar você de mim

Porque está na hora
Na hora de dormir
Dorme meu pequenino
Dorme meu querubim

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

SETAS



Olhou pra Cima
Pro lado
Pra baixo e pro lado de novo
Olhou pra esquerda
Olhou pra direita
Prum lado e pro outro
E pra baixo de novo
Voltou a olhar pro céu
e pro mar
e pro lado e pro outro
Olhou e nada viu
Olhou e viu, mas fingiu que não
Olhou mais uma vez
E quando não olhava, enxergava
Olhou sem esperar
e viu
Mas quando virou, sumiu
Olhou mais uma vez para cima
e mais uma vez para o mar
OLhou prum mesmo lado
Mesmo lado mesmo!

sábado, 11 de setembro de 2010

Um Poema do Príncipe!



No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...

Muita Coisa Ficou...

MÁRIO QUINTANA

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mãos dadas


Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.


Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,a vida presente.

(Carlos Drumond de Andrade)

Passa uma borboleta

"E se você vier me falar de borboletas te digo que elas são egoístas, te mostram a beleza do mundo em um dia e te abandona com a morte no dia seguinte." (MNX)

Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não tem cor nem movimento,
Assim como as flores não tem perfume nem cor.
A cor é que tem a cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.

(Fernando Pessoa)

SOBRE MUDANÇAS



"A alma é uma borboleta...
há um instante em que uma voz nos diz
que chegou o momento de uma grande metamorfose..."

Rubem Alves

domingo, 5 de setembro de 2010

Fisiologia da lágrima


A lágrima ou fluido lacrimal é um líquido composto de água, sais minerais, proteínas e gordura, produzido pelas glândulas lacrimais (do sistema lacrimal) nas pálpebras superiores do olho humano para lubrificar e limpar o olho. É produzido em grande quantidade quando alguém chora.

O sistema lacrimal ou aparelho lacrimal engloba as glândulas lacrimais e as vias de drenagem da lágrima para o nariz.

Cada olho possui um par de glândulas lacrimais, atrás e ao lado do olho. As glândulas lacrimais secretam fluido lacrimal, uma solução de água e sais, cuja função é umedecer o olho. Quando há excesso de fluido, como acontece em fortes emoções, acontece o choro, onde o excesso de fluido escorre nos dutos nasolacrimais, que levam este excesso ao nariz.

O choro, pranto (choro em excesso) ou ato de chorar ou lacrimejar é um efeito fisiológico dos seres humanos que consiste na produção em grande quantidade de lágrimas dos olhos, geralmente quando estão em estado emocional alterado como em casos de medo, tristeza, depressão, alegria exagerada, raiva etc.

Processo fisiológico

O sistema límbico, sistema do cérebro responsável pelos sentimentos, associa um estímulo emotivo com aqueles que já temos guardados, gerando algumas respostas, sendo que uma delas é o choro. Depois disso, várias substâncias envolvidas no processamento das emoções, como noradrenalina e serotonina, e. g., são liberadas. Através do sistema nervoso independente (responsável por ações como piscar dos olhos) causarão a contração da glândula lacrimal, liberando a lágrima.

Esses fenômenos neurológicos e endocrinológicos são relacionados ao instinto de defesa do ser humano. Pode-se dizer que há alguns tipos de choro: o resultante de algum tipo de emoção espontânea ou simulada e o intermitente ou persistente, que pode surgir sem motivo e indica uma possível doença como depressão, por exemplo.

Choro simulado

O choro pode ser uma necessidade gerada pelo organismo, mas nem sempre se desencadeia desse processo. O ser humano tem a capacidade de simular o choro para conquistar um objetivo:

Crianças, por exemplo, quando querem chamar a atenção da mãe choram ou gritam. Um adulto, para desencadear uma reação de empatia, de solidariedade. Os artistas, atores e atrizes, para representar uma dramatização. Um recurso bastante utilizado é uma técnica difundida pelo russo Constantin Stanislavski (1863-1938) e é aplicada em escolas de teatro: "O ator que usa essa técnica pensa em algo pessoal que ajude a desencadear a sua emoção", explica a atriz Layla Roiz, do teatro Oficinão do Galpão de Belo Horizonte. Há também o "cristalzinho japonês", um produto vendido em farmácias que é à base de mentol. Os atores passam debaixo dos olhos para produzir lágrimas.