sábado, 31 de julho de 2010

Izzie Stevens


Lutando contra um melanoma (cancer raríssimo de cérebro, com taxa de sobrevida de apenas 5%), antes de entrar em cirurgia ela declara o seguinte para seu marido Alex Karev:

"Onde deviam estar seus olhos agora, vejo areia de praia. Há um aceano atrás de sua cabeça e fantasmas vagando. Não posso viver assim. E não posso viver... Se algo de errado acontecer naquela cirurgia, não quero medidas extras para me manter viva. Não é isso que eu quero. Enlouqueci quando Denny assinou a NR porque não entendia. Não entendia, mas agora eu compreendo. Preciso que entenda. Não quero que você enlouqueça. Quero que tenha uma carreira brilhante e espero estar aqui para ver. Se não for possível, só quero estar do outro lado. Não sei o que tem lá, mas deve ser melhor do que camas de hospital e tubos em minha garganta. Então por favor não corte os LVADs. Sopmente... Se chegar a esse ponto me deixe ir. E agora me beije. Por favor me beije, me beije e feche os olhos, pois a praia me distrai."

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sobre daqui nove anos

Sonho de sonhos do mundo
Cílios que deslizam perfumes e lágrimas
Meu encanto,
Deixe o brilho da tua face
Na íris dos meus olhos tristes
Veja os meus grandes olhos tristes e cristalinos
Veja o que tu é para mim
Delícia de milk-shake de chocolate
Deitar em algodão doce
Com nuvens nos meus lábios
Sou o anjo das ilusões
Sou desfilar de fantasias
Quero que saibas quem eu sou
Não quero que adivinhes apenas
Eu não sei de onde vens
Tu não sabes de onde eu venho
Como dois galhos num rio
Pegos pela correnteza
Deslizando pelo curso na descida
Eu te levo e tu me levas
É assim que podia ser
Tu não me conhece?
Tu aindanão me conheces?


(Inspirado em Antes do amanhecer)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Algumas verdades sobre "vícios"

Na vida, vemos vícios todos os dias. É chocante perceber quantos tipos de vícios existem. Seria muito fácil se fossem apenas drogas, bebidas e cigarros. Eu acho que a parte mais difícil de querer largar o vício é realmente querer largá-lo. Digo isso, porque a gente se vicia por um motivo, certo? Às vezes (muitas vezes), as coisas começam como uma parte normal de sua vida até que uma hora cruza a linha e se torna obsessiva, compulsiva, fora de controle. É o barato que nós procuramos, o barato que faz todo o resto sumir.

O lance sobre o vício é que ele nunca termina bem porque, com o tempo, o que quer que deixava a gente no barato para de fazer nos sentirmos bem e começa a machucar. Ainda assim, dizem que você não larga o vício até chegar no fundo do poço. Mas como saber que você tá lá? Porque não importa o quanto algo nos machuca... às vezes se livrar dela dói mais ainda

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Daquilo que nunca morre



Estar fraco, não diz nada. Cair nas armadilhas do coração, são apenas para os fortes, sabe porque? Quando você cai, você pode continuar caído (e aí ser chamado de fraco) ou então pode se levantar e aprender com a queda e continuar adiante (aí será chamado de forte) cair ou não, no fim das contas não quer dizer muita coisa, o que conta é o que você faz quando está no chão.

(Sócrates)

Da Casualidade - Olhai




A descobertas dos RAIOS X assim como o surgimento da Penicilina foram todos Fatos Casuais.
Acidentes em laboratórios que pelo acaso tornaram-se conhecimento.
Porém isso também realça a presença do "acaso" apenas diante de pesquisadores seguramente preparados para análise profunda dos fenômenos observados.
Certo?

SIM E NÃO.

O que dizer por exemplo da casualidade presente no sensitivo? ora, esperar por alguém, espiar uma cortina entreaberta, relembrar, pegar-se roendo as unhas de ansiedade, encontrar uma respostas, TER UMA IDÉIA!
Quanta casualidade capaz de chutar o empirismo e concentrar o saber no campo subjetivo existe?
Podemos imaginar a maioria delas e continuaremos nas mãos do acaso. Sim, nosso mundo não é previsível, pode-se ter as armas para perceber o acidente, mas nunca terá nas mãos a resposta de seu desfecho.
Mas o Inesperado pode ser interessante, pode ser valorizado e tornar-se-á Fato!



OLHAI

Olhai a costura da Manga
O latir do cachorro
A postura da tampa
O Andor que Segue
O sabor que fere
Olhai

Olhai a Mania da Dona
O cair da folhagem
O desperdiçar da Manhã
As sobras da tarde
Olhai

Olhai o ferimento da boca
A entrada na Cabeça
O torto do copo
O lado da cesta
A frente das coxas
O traçado da fenda
Olhai

Olhai o Inesperado
Desafortunado
Fato Porvir
Atente ao sinal da saudade
A doce vontade
Que a Sede me traz
Olhai

terça-feira, 6 de julho de 2010

Nada Está Àtoa

(Música de MINASCUMPRAIA)


a.s. Resposta "água com acúçar" ao Texto "Execução de Lena Backer"


NADA ESTÁ ÀTOA

(MINASCUMPRAIA)


Nada Está àtoa
É redemuinho que te Apaga e vem de Longe
Finque o Pé
Saiba Como é
Importante ir até o Fundo
Mas não Demore Muito
Não Demore o Mundo
Saiba Voltar

E ventilar a dor
No seu Ciclo Voador
Amar o amor
e Quem Flui de você

Se tem a ver
O que te Faz Sofrer
Se não tem a ver
Deixa Diluir-se o "não amor"

No seu Ciclo Voador
No seu Ciclo Voador
No seu Ciclo Voa

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Execução de Lena Baker (David e Golias)

a.s. Aconselho a lerem este post ouvindo como trilha de fundo "Hallelujha" de "Jeff Buckley".


a.s. II Lena Baker, vale a pena conhecer.








Lena Baker (* 8/06/1901 - +5/03/1945) foi uma afro-americana executada no estado da Georgia em 1945 pelo assassinato de Ernest Knight, seu patrão de 67 anos. Foi a única mulher (e nefra) a ser executada na cadeira elétrica na Georgia. Em 2005 foi oficialmente perdoada, pois na verdade agiu em legítima defesa.


Em 14 de agosto de 1944 iniciou-se o julgamento de Lena Baker, presidido pelo juiz William "Duas Pistolas" Worrill, que manteve 2 pistolas a vista durante todo o julgamento. Ao fim da tarde, o júri, composto apenas de homens caucasianos, considerou Lena baker culpada por assassinato. O governador Ellis Arnal deu a condenada mais 60 dias para uma solicitação de perdão, que foi negada.


No dia 5 de março de 1945, Lena Baker sentou-se calmamente na cadeira elétrica e disse: "What I have done, I did in self-defense. I have nothing against anyone. I'm ready to meet my God". Tradução: O que eu fiz, eu fiz em legítima defesa. Não tenho nada contra ninguém. Estou pronta para encontrar Deus.


Em 2001 a família Baker entrou com um pedido de perdão concedido pelo Conselho da Geórgia do Perdão e Paroles que analisou o veredicto original como racista. Em 2005, 60 anos após sua morte, foi concedido perdão total e incondicional a Lena Baker, pois uma sentença de 15 anos teria sido mais apropriada.


Em uma de suas passagens Lena contou a história de David e Golias a seus filhos: a criança que derrubara um gigante com apenas cinco pedras. Como pode alguém pedir ajuda a Deus e Ele lhe dar apenas cinco pedras? Na verdade não foram as pedras que derrubaram Golias, houve algo muito maior do que isso. Deus estava nas pedras, e quando eu chegar lá em cima terei três pedars para apresentar ao Senhor, foi a resposta de Lena a um de seus filhos.


Em toda vida Lena passou por vários dramas, colheu algodão na infância, foi prostituta na adolescencia, foi condenada pela justiça a 10 meses de trabalho forçado em uma fazenda onde ficou acorrentada a vários homens, teve três filhos e foi trabalhar com o senhor Ernest Knight de quem sofreu vários abusos, foi perseguida e diversas vezes mantida em cárcere privado.


Em qualquer ocasião lembre-se, existe muito mais do que você possa imaginar atrás das pedrinhas que derrubou Golias.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sobre começos

Todo começo é igual. O sol nasce de um lado, 12 horas depois está no meio do céu e 12 horas depois se esconde do outro lado. É sempre assim. Todo começo é igual. Nada muda. De acordo a visão "socrástica" o começo não importa, isso é apenas um mero dado. Sabe aquele ditado que diz que "a primeira impressão é a que fica", pois bem esqueça-o e memorize este: o que acontece após o começo é culpa sua. O único responsável por você é você mesmo.

Estou divagando certo? Então escute essa: tudo passa.

Graças ao calendário, temos novos começos todos os anos - apenas aguarde por janeiro, nossa recompensa por sobrevivermos às festas de fim de ano é um Ano Novo. Traga a grande tradição das resoluções de ano novo, deixe seu passado para trás e comece de novo. É difícil de resistir à oportunidade de um novo começo, uma chance de enterrar os problemas do ano passado.

Quem determina quando o velho acaba e o novo começa? Não é o caledário, não é um aniversário, nem um ano novo - é um evento. Grande ou pequeno, mas algo que nos mude, que de preferência nos dê esperanças, uma nova maneira de viver e de olhar para o mundo, se desfazendo de velhos hábitos e memórias. O importante é nunca deixar de acreditar que possamos ter um novo começo, mas também é importante lembrar que entre toda a merda há algumas poucas coisas que valem a pena guardar com a gente.

As Duas Vertentes



SÓCRATES


Segundo Sócrates, o objeto da ciência não é o sensível, o particular, o indivíduo que passa; é o inteligível, o conceito que se exprime pela definição. Este conceito ou idéia geral obtém-se por um processo dialético por ele chamado indução e que consiste em comparar vários indivíduos da mesma espécie, eliminar-lhes as diferenças individuais, as qualidades mutáveis e reter-lhes o elemento comum, estável, permanente, a natureza, a essência da coisa. Por onde se vê que a indução socrática não tem o caráter demonstrativo do moderno processo lógico, que vai do fenômeno à lei, mas é um meio de generalização, que remonta do indivíduo à noção universal. Considera o homem em sua essência ignorante " Só sei que Nada Sei" e releva a necessidade do controle entre a individualidade e o coletivo.


PLATÃO

Segundo Platão, são se pode perceber a Brancuro e nem a Beleza, se não tiveres sentimentos e idéias suficientes para transpôr a Verdadeira brancura e Beleza, do palno material para a alma Humana. O conhecimento era o conhecimento do próprio homem, mas sempre ressaltando o homem não enquanto corpo, mas enquanto alma. O conhecimento contido na alma era a essência daquilo que existia no mundo sensível. A alma humana enquanto perfeita participa do mundo perfeito das idéias, porém este formalismo só é reconhecível na experiência sensível. Também o conhecimento tinha fins morais, isto é, levar o homem à bondade e à felicidade. Assim a forma de conhecimento era um reconhecimento, que faria o homem dar-se conta das verdades que sempre possuíra e que o levavam a discernir melhor dentre as aparências de verdades e as verdades.