quinta-feira, 8 de julho de 2010

Da Casualidade - Olhai




A descobertas dos RAIOS X assim como o surgimento da Penicilina foram todos Fatos Casuais.
Acidentes em laboratórios que pelo acaso tornaram-se conhecimento.
Porém isso também realça a presença do "acaso" apenas diante de pesquisadores seguramente preparados para análise profunda dos fenômenos observados.
Certo?

SIM E NÃO.

O que dizer por exemplo da casualidade presente no sensitivo? ora, esperar por alguém, espiar uma cortina entreaberta, relembrar, pegar-se roendo as unhas de ansiedade, encontrar uma respostas, TER UMA IDÉIA!
Quanta casualidade capaz de chutar o empirismo e concentrar o saber no campo subjetivo existe?
Podemos imaginar a maioria delas e continuaremos nas mãos do acaso. Sim, nosso mundo não é previsível, pode-se ter as armas para perceber o acidente, mas nunca terá nas mãos a resposta de seu desfecho.
Mas o Inesperado pode ser interessante, pode ser valorizado e tornar-se-á Fato!



OLHAI

Olhai a costura da Manga
O latir do cachorro
A postura da tampa
O Andor que Segue
O sabor que fere
Olhai

Olhai a Mania da Dona
O cair da folhagem
O desperdiçar da Manhã
As sobras da tarde
Olhai

Olhai o ferimento da boca
A entrada na Cabeça
O torto do copo
O lado da cesta
A frente das coxas
O traçado da fenda
Olhai

Olhai o Inesperado
Desafortunado
Fato Porvir
Atente ao sinal da saudade
A doce vontade
Que a Sede me traz
Olhai

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